sexta-feira, 29 de junho de 2012

Anna!

Bom vamos lá. Eu comprei “Anna E O Beijo Francês” numa época em que mais ou menos todo mundo que comprou, leu e recomendou. Mas por causa do nome, ele ficou lá num canto numa pilha de leitura. Semana passada assisti um video da Giu Fernandes do Amount Of Words onde ela indicava livros que dá pra ler em um dia. E lá estava Anna...

E antes de qualquer coisa, não, eu não li “Anna E O Beijo Francês” em um dia pelo simples fato de que me apeguei tanto aos personagens que eu não queria que o livro tivesse fim. Por isso fiquei um tempão enrolando, enrolando, enrolando. Até faltarem dois capítulos e eu infelizmente ter que dizer adeus a Anna, St. Clair, Rashimi, Josh, Meredith e o fofinho do Seany.

A história em si não tem nada demais. A Anna está se preparando para o seu último ano no colégio em Atlanta com sua melhor amiga, Bridge, mas seu pai resolve lhe mandar pra um internato em Paris. E mesmo não sabendo muito sobre a França e nem ficando muito feliz com a notícia, ela faz o possível para se adaptar. Sem muito drama, mas se sentindo perdida e confusa, claro. Ela logo de cara faz amizade com a Meredith (e aqui eu faço um parentese pra quem leu “Fazendo Meu Filme 4” – pra quem traumatizou com esse nome, Anna é um bom livro pra destraumatizar) e começa a andar com a turma de amigos dela. Entre essa turma está o adorável St. Clair, o garoto americano com sotaque inglês por quem todas as meninas são apaixonadas (inclusive a Meredith). Será que Anna estará imune mesmo quando ela se torna a melhor amiga e única confidente do rapaz?

Um leitura bem agradável. Embora St. Clair passe por alguns apertos (a gente não se incomoda muito, a Anna está lá). Um livro que cite Amélie Poulain na primeira página e Hogwarts na segunda não precisava muito pra me conquistar. Mas confesso que o que me fez gostar mesmo é o argumento é o de como você vê seu país de maneira diferente quando está fora dele. Não importa a sua nacionalidade. Assim como com o tempo nossa visão das coisas mudam. Como a grama do vizinho pode parecer mais verde, mas a nossa as vezes pode nos dar bons frutos, mesmo não sendo tão verde. .

E a cena do Seany brincando de Star Wars com a Anna no ano novo é uma das mais engraçadas EVER. E como disse a Giu no video, “Leia Anna e seja feliz”

Meu beijo, Menina Que Chove

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Diário de bordo!

Dessa vez tive vontade de fazer um diário de bordo da minha “trip”. Não gosto de picotar as coisas aqui no blog, então o post deve ficar grandinho. Seguindo: escolhi a data porque queria ir ver o Star Wars Weekends. Optei pelo primeiro fim de semana porque quanto mais próximo de junho, mais próximo do inferno na terra fica (o calor, as filas, o desânimo) e aproveitei e peguei o fim do Epcot International Flower & Garden Festival. Então senta que lá vem a história:

1º dia:

O vôo pra Miami atrasou um cadim, mas né? Foda-se porque eu tinha tempo em Miami. Dentro do avião do meu lado era pra ser vago, mas, né? Brasileiro vai lá e muda tudo de lugar e xuxaram uma veia chata do meu lado. Opa. Dormir não foi opção. Hora do jantar e a novidade: nesse vôo tiraram a opção massa do cardápio da econômica. Bora de bife então. Até que tava gostoso. A minha fileira era lá atrás, então na hora do desembarque, né? Fui uma das últimas a sair. Cheguei na área dos trens pra pegar o tchuco pra área da imigração, mas o trem normal tava estragado e o sobresalente tava operando de 10 em 10 minutos. Opa: bora criar raiz no aeroporto. Imigração lotada as 4 da madruga. Oh delícia. Mas por estar cheia, o funcionário nem me fez tanta pergunta. Tava louco pra se livrar daquele povo. Fiz alfândega com um cara que falava português. Fui varada de fome pro Burguer King tomar o café da manhã. Quando voltei a fila do raio-x dava voltas. E ai nessa hora que eu tava pensando caralho, nada vai dar certo porque, né? Meu portão de embarque é o D40! Mas ai alguém lá em cima pensa: essa desgramada tá reclamando da ida, ela vai ver o que eu vou arrumar pra ela na volta. Rs.

Meu jantar na ida. “Delícia”!

2º dia:

A partir daqui a gente já conta que é o segundo dia, né? Mas ai que eu tava olhando o horário no meu relógio (que tava com o horário do Brasil) e pensando: tô atrasada carai. Mas, né? Como eu tava uma hora atrás dava tempo de sobra. Oh alma loira. Cheguei no portão de embarque e percebi o engano, fui dar uma volta. Fui na loja do Romero Britto. Queria alguma coisa de lembrança de lá. Ai vem o vôo pra Orlando. A American embarca todo mundo. Eu caindo de sono. Ai tinha uma comissária de bordo alegre e eu tava achando divertida no começo. Só que houve um problema qualquer no avião e pra variar eles decidiram consertar depois que embarcaram todo mundo. 40 minutos depois a comissária alegre já tava me dando medo. Ai 2 horas depois do embarque o avião ainda não tinha levantado vôo (“alegria” imensa). Detalhe que nos vôos nacionais a American serve tipo nada na classe econômica. Ok. Vôo pra Orlando tranquilo. Quando eu tô desembarcando eu tô vendo que a comissária medo define tava abraçando uns passageiros. E eu rezando: pelo amor de Deus, eu não. Ai quando eu passo por ela, a desgramada além de me abraçar ainda me solta um “i love you”. Gente, onde a American recruta comissário de bordo? No hospício? MEDO! Achei que o moço que vinha me buscar tinha ido embora tamanho o atraso do vôo, mas tava lá seu Ari firme e forte tomando chá de aeroporto. Fomos pro carro. Ele me entregou meus ingressos (essa hora foi engraçada: ele tava abrindo o envelope lacrado com meus ingressos e eu falando alto vai ser o Pateta, vai ser o Pateta, vai ser o Pateta e tchan: tava lá o Pateta no ingresso rindo pra mim :D ). Bora pro Target. Pedi pra ficar 3 horas e meia. Fui correndo pra Pizza Hut que tem lá dentro comer alguma coisa, mas né? Não sou fã de pizza e ergh... Mas como só tem a Pizza Hut... Só tem tu? Vai tu mesmo. Acabei fazendo as compras em 2 horas. Como tinha que esperar, fui na Starbucks ali de dentro tomar alguma coisa. Pedi uma bebida, sentei numa mesa e fiquei um tempão enrolando. Ok, o tempo passou, seu Ari chegou. Bora pro hotel. Check-in. Como dessa vez eu escolhi o quarto mais barato não tinha nem idéia de onde iam me colocar. Ai me colocaram no prédio dos anos 70 do Pop Century. Por que ele é mais barato? Descobri com seu Ari rodando por horas (o mapa é “facinho” de entender principalmente qual o “gênio” da portaria do hotel faz um rabisco enorme em cima dele impedindo você de entender metade do mapa – argh) que ele é o único que não tem acesso direto ao estacionamento (oh e eu com duas malas – uma trazida e outra comprada no Target). E tcham: no momento em qua achei meu prédio começou a chover (opa, se benzer é bom, né?). Sorte que eu comprei uma sombrinha vagabunda no Target. Arrumei minhas tralhas no quarto, tomei banho. A chuva não dava o menor sinal de que ia embora. E meu estomago no joelho. Peguei a sombrinha e fui pra praça de alimentação assim mesmo. Chegando lá pedi um pratão de nachos e fui lá comer. Carai. Eu devia tá fazendo uma cara tão boa comendo aquilo que o casal que tava na mesa ao lado quando levantou me viu perguntou se tava gostoso porque pela minha cara... rs Eu ri. Voltei pro quarto com a pança cheia. Liguei a tv e tcham: tava no canal da Stacey. Assistindo um pouco. Mas logo o sono veio. Eram 9 da noite, mas nem dei bola. Tava cansada...

Quem entende essa decoração do aeroporto de Miami????

3º dia:

6 da matina eu tava de pé. Banho. Tomei café no quarto com as guloseimas do Target. E tenho que dizer: o muffin do Target é um dos melhores que eu já comi na vida. Esperei meu transporte pra Toys R Us (que eu decidi na última semana antes de viajar que eu precisava de ir). Fui praquela no estacionamento do Florida Mall. Achei um paraiso. Meio mundo de Star Wars e meio mundo de Hunger Games lá. O cara que me atendeu no caixa ainda era fã de Star Wars. Rs Passei no hotel pra largar minhas tralhas. Let’s go to Premium. Era passado meio dia. Ai pensei: rodo o shopping até desmaiar. Quando eu tiver desmaiando de fome, eu vou no Taco Bell (ser humano foi pros EUA pra comer comida mexicana – tsc, tsc, tsc). Fui primeiro no Outlet da Disney catar um moletom. E ai comprei minha veste de Jedi lá mesmo. E ai que eu acho engraçado que em outlet cada semana tem mercadoria nova, né? E como a Disney é uma empresa grande os funcionários não tem muita noção de nada. Porque eu fui pagar a minha vestimenta de Jedi e a funcionária que tava me atendendo cutucou a do lado e falou: “nossa, como é caro”. Oi noção? Elas tão no outlet, passou dos 20 dolares é caro. Rs. Fui na Icing catar a penal, mas não tinha mais a preta. Fui na It’s sugar comprar a almofada. E ai com o estomago no calcanhar fui pra fila do Taco Bell. Pedi 3 tacos de carne. O moço foi até gentil com a falta de inglês da minha pessoa. Achei uma mesa livre lá no sol escaldade do lado de fora. Sentei e comi com vontade. Passei na Jouney’s pra comprar uma blusa que eu tava de olho. E ai eu começei a rodar o shopping catando o lugar que eu tinha marcado de encontrar o transporte de volta e fui parar na Plaza de Luna (opa, olhar o mapa do shopping não é opção, né? Demência define) que eu nunca tinha visto e finalmente achei a loja da Kipling. Mas oi? Não tinha dinheiro praquilo. Entrei só pra ter vontade. Fui na Starbucks e atendente era fã de Hunger Games. Surtou quando viu meu colar. E lá fui eu pra frente da Gap (que era meu ponto de espera). Cheguei no hotel, arrumei minhas coisas, fui comer na praça de alimentação. Descolei um prato infantil pra mim: “penne with meatball”. Na verdade macarrão com almondega. Você escolhe entre molho de tomate ou molho branco e ainda escolhe uma bebida pequena e dois acompanhamentos. Escolhi um saquinho de uvas e pudim de chocolate. É mais barato que a refeição normal (quase a metade do preço). É uma dica pra quem come pouco e quer economizar: pedir os infantis. Depois que eu paguei começou a tocar uma música e os funcionários da praça começaram a dançar fazendo uma coreografia maluca. Tão bom quando a pessoa que paga mico não sou eu. Queria ir pra Downtown, mas começou a chover. Pensei: acordei cedo. Quer saber, tomei banho e dormi.

Rango by Target

4º dia:

Não dormi muito. As duas da madruga acordei com o casal do quarto ao lado discutindo. “Alegria” sem tamanho. O quebra pau come solto na terra da magia. Mas opa, não tinha uma hora melhor pra discutir a relação? Fiquei num dorme e acorda desde as 2 até a hora de levantar. Banho. Tomei café no quarto de novo. Dei umas voltas pelo hotel, simplesmente babando no Art Of Animation que é ali do lado e que a inauguração tava prevista pro final de maio. Chegou a hora do meu transporte. Islands, aqui vou eu. Subi as escadas, passei pela segurança sem nada (opa, Islands é parque pra se fazer sem bolsa), segui as esteiras, passei pelo citywalk e até chegar na entrada do parque a gente já tá cansada de tanto andar. Rs. Segui direto pra area do HP. Fila do castelo: 15 minutos: já é. Engraçado, não sei se foi o fato de eu ter ficado menos tempo na fila ou se o fato de tá sem bolsa ou se por não ser minha primeira vez na atração, mas eu tava mais relaxada e prestei mais atenção nos detalhes dentro da atração. Porque a lembrança na minha cabeça era Harry e um monte de dementador. Rs. Fui pro Old Post gastar inglês (que eu não tenho). Opa. Comprei os selos, os postais e talz. Antigamente eu lembro que assim que tu comprava o postal a moça da loja perguntava se tu queria que carimbasse. Agora o carimbo é lá fora. Ai a mongol gigante pagou tudo e perguntou como funcionava pra mandar e a mulher falou, falou, falou e não disse nada. Porque, né? Meu inglês: depois da segunda frase desisti de prestar atenção e só chacoalhei a cabeça fazendo que entendi e fui lá pra fora preencher os postais e pensando: lá fora eu me viro. Sentei num daqueles bancos enormes (opa, custava colocar uma mesa pro povo que vai preencher o postal????) e ai fui eu lá gastar o inglês. Mas a mocinha foi muito gentil. Carimbou e disse que tinha que esperar o carimbo secar no postal e me ajudou abanando os postais . Depois xuxei na caixinha do correio e o meu projeto era ir em outra ilha comprar Coca-Cola e comer no 3 vassouras meio dia, mas 11 horas eu passei na porta e já tinha gente entrado (muita gente) e eu não tinha feito reserva de mesa. Resolvi entrar sem Coca-Cola mesmo. Até porque eu queria uma cerveja amanteigada, mas a fila do lado de fora dava voltas. Ai bora almoçar 11 horas. Pedi o prato de costela, frango, milho e batatas. Então: ai vem a lenda do milho. Tanto falaram que o milho é doce que eu não botei fé. Dei aquela dentada na vontade. Mas, né? O milho é doce. Parece aqueles milhos de feira que em vez de mergulhado na água com sal ficou mergulhado na água com açúcar. O frango tava sem sal e sem tempero. E a batata tinha gosto de tudo menos de batata. A única coisa que comi com gosto foi a costela. Essa sim tava uma delícia. Ai tive um problema com a cerveja. Pedi a frozen e a moça esqueceu de me dar o canudinho. E ai eu fui procurar no canto dos talheres a porra do canudo, mas né? Tem de um tudo, menos canudo. Ai fiquei tentando puxar aquilo e se virar a caneca não desce. Constrangimento define. Ai como a comida tava ruim, comi a costela e pensei: lá fora eu cato um canudinho. Ai quando eu tava saindo. Uma funcionária deve ter visto o meu desespero com a cerveja e me chamou me entregando um canudinho. Agradeci sem jeito. Fiz umas compras. Eu tava com a blusa que comprei do Gil da evolução mágica e aquela blusa vermelha destava no meio da multidão. Muita gente achava que era só uma blusa veremelha cheguei sei lá de grifinória escrito Harry Potter atrás, mas quem percebia o desenho da frente com calma dava risada e falavam que a blusa era legal. Rs. A parte do HP começou a encher e meu sexto sentido me dizia que chuva vinha e eu tava sem a sombrinha. Fui caminhando pra entrada do parque e quando cheguei na área da Marvel, tchan: chuva. O intuição de merda. Fiz uma hora e fui pra saída, esperei um pouco naquela parte depois das escadas antes da segurança. Passei um tempo ali enquanto a chuva corria. Desci pra esperar o carro. Hotel, arrumei minhas tralhas. Comi, tomei banho. Era cedo e a chuva corria. Eu não tinha dormido direito a noite: quer saber vou dormir mais cedo que amanhã tem shopping e parque.

Vai um milho doce ai???

5º dia:

Acordei cedo, tomei café da manhã no quarto (as coisas do Target tavam rendendo), banho. Meu transporte chegou na hora. Bora pro Orlando Fashion Square (que eu escolhi por causa da Hot Topic). Eu só não tinha idéia do quanto era longe. Quase dormi no carro. Era pra lá de Downtown Orlando (um lado que confesso nunca ter ido). O shopping não é grande, mas confesso que achei um dos melhores. Fui procurar a Hot Topic na hora. A loja tava vazia e era bem o que eu imagina. Pena que não tinha quase nada o que eu queria. A moça que me atendeu foi super simpática e tava afim de puxar assunto (putz, como vem americano puxar assunto comigo – opa, alguns desistem quando percebem o meu nivel de inglês, mas essa tava mais versão brasileira de americana – aquela que não desiste nunca – oh paciência). Veio me dizer que estudava espanhol, no entanto continuou a conversar comigo em inglês (eu agradeci mentalmente porque, né? Tenho ódio de gente que acha que português e espanhol é a mesma coisa) e ela me ajudou a achar o mockinjay que tava muito do escondido na loja. Sai da Hot Topic e fui pra Spencer’s que era perto (opa, a concorrência é perto – viva Orlando Fashion Square). Não tinha muita coisa. Mas eu sempre gosto de olhar as coisas. Fui procurar a Victoria Secrets e a Sears era no caminho. Como eu tava com tempo e o shopping era pequeno, resolvi entrar lá. Fui na Victoria Secrets. Pedi um cookie numa casa numa espécie de padaria que tem no shopping porque a viagem de volta era longa. Cheguei no hotel, arrumei as coisas. Resolvi tirar um cochilo rápido antes do almoço. O cochilo “rápido” acabou durando 45 minutos. Fui almoçar com o estomago no joelho. Comi um Angus cheeseburger. Fui direto da praça de alimentação pro ponto de ônibus. Let’s go to Magic Kingdom. Em geral se recomenda a começar o MK pela direita (já que todo mundo de manhã começa pela esquerda), mas já era tarde. Então bora pela esquerda mesmo. Adventureland aqui vou eu. Fui correndo pra fila do Piratas do Caribe e tchammmmmm: chego lá e quem tá lá do lado vestido de pirata? Pateta! O ser humano aqui surta! Coisa mais linda! Quase cogitei entrar na fila pra foto, mas eu queria atrações. Yeah! Amo (ainda mais vestido de pirata – ok, a pessoa tá lendo One Piece e acha que o mundo é pirata agora)! Sai de lá e fui direto pro Mickey’s Phillarmagic. E na fila tinha uma família de brasileiros com toc limpando os óculos dizendo que ali era um bom lugar pra pegar conjuntivite. Opa, neurose define. Abstrai. Eu adoro essa atração até porque... [SPOILER ALERT] é a Jasmine quem devolve o chapéu do Mickey pro Donald. Rs. Bora brincar de ser criança? Buzz Lighyear Space taí pra isso. Nunca faço uma pontuação muito grande, mas me divirto horrores. A criança dentro de mim ainda queria brincar: It’s Small World. É uma atração que eu lembro muito da minha mãe. Porque a primeira vez que eu tive na Disney aos 9 anos de idade o que eu lembro do MK é do It’s Small World e da minha mãe me dando uma penny (moedinha de um centavo) e me dizendo pra jogar ali e fazer um pedido. E dessa vez eu repeti esse gesto lembrando dela: joguei a moeda e fiz um pedido. O anterior se realizou. Veremos esse. Mas o Azaghâl tem razão quando ele diz que It’s Small World é muito SBT, né? Parece muito cenário de programa do SBT. E aquela música chiclete que não sai do seu ouvido nunca. #FODA De lá fui pra Mansão Mal-Assombrada que desde a “reforma” eu não tinha visto como tinha ficado. Eu confesso que sempre fico sem ver umas atrações por um tempo porque quando a gente vai revisitá-las um tempo depois parece uma coisa nova (essa era de fato quase nova porque foi reformulada, mas eu não lembrava quase nada, mas abafa). E como as minhas últimas visitas ao MK foram em Mickey’s Not-So-Scary Halloween Party, a mansão é uma das atrações com a fila maior no evento e não tem fastpass. Então sempre deixei pra lá. Mas dessa vez, a fila marcava 20 minutos e eu queria muito ver os brincadeiras da fila. Confesso que me diverti e muito. E de fato não me lembrava de muita coisa. Só do jantar fantasma que me juram que tem um Mickey escondido naquela cena e que até hoje eu não achei. O pé tava doendo e ai eu lembrei da nerdtour e nada melhor pra um pé cansado que Carrossel do Progresso. Achei divertido porque como tava quase vazio (como quase sempre a atração tá) as pessoas sentaram em cadeiras aleatórias (e não seguindo a fileira como nas atrações de teatro em geral). Eu sentei na segunda fileira. E na primeira fileira tinha um casal de uns 50 anos e o senhor tinha uma tatuagem do Pateta no braço. Coisa mais amada. Quase chorei quando vi. O pé tava doendo mesmo. Fui caminhando tranquilamente pela Main Street. Tem coisa melhor? Parei numa loja pra comprar um pijama e a funcionária que me atendeu primeiro surtou com meu lançarote nada discreto que eu tinha na cabeça (fruto da minha ida na Iching), depois com o colar de Hunger Games e opa lá vai puxar assunto. A loja era a que liga com a Casey’s Corner. Aproveitei que tava ali pra comer. Mas, né? Tava tudo lotado. Ai achei umas cadeirinhas escondidas num canto na frente da arquibancada da Casey’s e comi ali mesmo. Eu confesso que não acho o hot dog de lá a 10ª maravilha do mundo como muita gente diz, mas na hora da fome era aquilo ou nada. Fui pro ponto de ônibus que é longe a beça, mas quando tava perto percebi que o busão tava no ponto. Então como diz a Sra. Jovem Nerd: “corre fudido”! Cheguei na porta do ônibus e o motorista fechou a porta na minha fuça. Sacanagem!!!! 5 segundos depois ele abriu e disse que tava brincando e quando entrei no ônibus tava todo mundo rindo de mim porque me viu correndo e provavelmente o motorista falou pra eles que ia me trollar fechando a porta na minha cara pra ver o que eu ia fazer. “Ha ha ha”! Como eu disse é bom quando a pessoa que paga mico não é você, né? Mas vai achei engraçado de verdade e ri com todo mundo. Rs. Bela trollagem do motorista. Rs. Cheguei no hotel, tomei banho, liguei a tv e tava passando “Harry Potter e a Câmara Secreta”, assisti um pouco e dormi.

Pateta, o pirata sexy... rs

6º dia:

Acordar, banho, café da manhã do quarto (viva o Target! Vivaaaaaa!!!! Rs). Peguei um busão pra Downtown Disney cedo. Passei por algumas lojas. O Rainforest pareceia que tava em reforma. Entrei na loja da Lego e comprei um chaveiros do Lego. O chaveiro do Jar Jar tava em promoção e eu começei a pensar: claro que nosso encosto preferido vai tá em promoção. Com certeza encalhou na loja. Ai o moço do caixa me perguntou se o Jar Jar era meu personagem preferido. Eu só faltei falar CREDO! Ai ele me perguntou quem era meu personagem preferido e eu disse que era o Vader e ele disse que tava com medo de mim e ai começou a fingir que eu tava enforcando ele com a “força” (então, eu atraio esse tipo de gente? “Menas” colega, tem gente olhando!). Caminhei, caminhei, caminhei. A loja de imãs fechou (todos chora!). Voltei pro hotel e almoçei lá mesmo. Cochilo depois ao almoço (a gripe tava dando sinais de vida e eu só queria dormir... rs). Acordei e fui pro EPCOT. Era o penúltimo dia do Internacional Flower & Garden Festival e eu queria muito ver. Achei que ia ter um surto. Coisa mais linda tava a entrada. Let’s go to Espaçonave Terra. Adoro, mas pra variar deu uma parada. Acho que é a atração que mais dá problema. Eu já fiquei uns 20 minutos pressa nela uma vez. Fui de lá pro Figment. Precisa explicar? Não tem graça, mas era atração que eu mais gostava quando eu tinha 9 anos e talz e eu me lembro daquela época e zzzzzz... Dá sono a fila, da sono a atração e dá sono explicar e principalmente dá sono tentar entender o porquê de uma atração com um bicho que nem tem filme e nem nada. Rs. De lá fui pro “Super Xuxa Contra Baixo...” Ops, Capitain EO. Vamos abstrair a cara de pau da nossa rainha dos baixinhos de copiar não só enredo, mas também o figurino do filme do Michael Jackson. De lá fui pro World Showcase. E na entrada da vitrine do mundo tinha um borboletário do Bambi que quando eu entrei quase desmaiei. A coisa mais linda do mundo. Um mucado de borboletas voando e topiarias do Bambi e do Tambor. Lindo, lindo, lindo!!!!! Bora rodar o mundo... rs Cheguei no Marrocos e meu casal preferido tava lá batendo fotos: Jas e Ali. Sempre dou sorte e em geral eles sempre tão ali. No Reino Unido eu tava batendo umas fotos e tinha um esquilinho. Nhaaaaaaaaaaaa... Amo esquilo. Corre atrás do esquilo pra bater foto (psicopata quase). No Japão tinha outro esquilo. Entrei na loja japonesa pra comprar uma bolsa da Sailor Moon e a moça que me atendeu era quando pequena fã de Sailor Moon. Opa. E casualmente tinha a mesma personagem preferida que eu: a Amy. Eu brasileira com inglês ruim, ela japonesa com inglês mediano. Em pleno EPCOT batendo papo sobre Sailor Moon. Então: esquisofrenia define! Bora colocar um cartaz no peito escrito para-raio de maluco e seguir. Cheguei no pavilhão americano e vi aquela cabaninha branca que vende Funnel Cake (que eu nunca tinha comido e que todo disneymaniaco diz que é uma das gostosuras Disney que todo mundo tem que experimentar) e pensei é agora ou nunca. Pedi um simples com açúcar e uma garrafa de água e catei lugar sentar e não tinha. Quer saber? Vamô de chão mesmo. Me encostei na cerquinha do lago e comi ali mesmo. Algumas pessoas reclamam que é bolinho de chuva com nome estranho, mas eu achei a massa mais leve que de bolinho de chuva. Mas a vibe é a mesma de bolinho de chuva e calça virada (que os gaúchos comem): massa frita com açúcar por cima. Tava comendo e achando gostoso quando de repente todas as pessoas que passavam por mim começaram a sorrir pra mim. Algumas me perguntavam se tava gostoso. Depois da 5ª pessoa perguntar, “começei a achar a simpatia do ser humano uma coisa obesessiva” (frase de Ingrid Guimarães pra peça “Confissões de Adolescente” que aqui se encaixa bem). Olhei pra minha roupa e entendi o excesso de simpatia das pessoas. O açúcar do funnel cake com o vento foi todo parar em mim. Minha calça escura cheia de pontinhos brancos. Minha cara era puro açúcar. Sei lá. Pareceia que eu tinha rolado em um saco de açúcar ou então parecia uma criança de 5 anos comendo aquilo. Tinha açúcar até na minha alma. Tentei me limpar o máximo que pude e continuei o passeio pelos países. Queria ir no Test Track, mas sei lá porque cargas d’água tava fechado. Mission Space green indicava 10 minutos de espera. Lá fui eu. E ai sai de lá olhei pro céu e as cores não eram convidativas a permanecer no parque (ainda mais sem sombrinha). Fui caminhando pra saída e quando tava na parte de trás da Spaceship Earth, o pé d’água começou. Consegui correr até uma loginha ali na frente e o céu chorava com vontade e era uma daqueas chuvas que parecia que não tinha hora pra acabar. Sentei num encosto do lado de fora na marquise e fiquei ouvindo o papo de uma americana com uma indiana. 20 minutos depois a chuva nada de dar trégua. Corri pra outra loja mais próxima a saída do parque e comprei um guarda-chuva. Fui pro hotel, comi, tomei banho, liguei a tv e tava passando “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”. Assisti a um pouco e dormi.

Dentro do borboletário do Bambi

7º dia:

Chegou o grande dia. Acordei 15 pras 6h. Ainda tinha comida no quarto, mas como era dia de evento, resolvi que era bom mesmo um café da manhã reforçado. Além do que, meus muffins tinham acabado. Tomei banho e lá fui eu pra praça de alimentação. Yeah! Pedi panquecas com gotas de chocolate, bacon e uma espécie de mini-hamburger (sem o pão) que eles chamam de sausage (mas que não se parece em nada com a nossa salsicha) e suco de laranja. Divino. Let’s go to MGM (eu ainda chamo de MGM porque odeio o nome “novo” e esbone). Cheguei na entrada do parque as 15 pras 8h (com o parque abrindo as 8). Passei pela segurança pra quem queria fastpass pras celebridades. Quando chei no fastpass o do Ray Park já tinha acabado há horas (povo dormiu em frente ao parque... rs) e a menina que tava na minha frente pegou o último da Ashley Eckstein. Os outros tinha um mucado ainda, mas né? Não me interessei. Bora curtir o parque então. Tinha vários Stormtroopers no topo da entrada falando bobagens e eu com uma blusa de um Stormtrooper que recebeu um beijo. ** Oin ** Todos chora. Catei o mapa que demorei a entender a lógica. Eu tinha catado a dica do shoppis Star Wars do evendo que ficava entrei a Rock’nRoller Coaster e a Hollywood Tower e ai fui pra lá. No meio do caminho tinha uma seta (dei graças a Deus pela dica estar certa) e ai vi um galpão cheio de arvores escrito Darth Maul sem entender. Já que tava ali fui na Rock’n’Roller Coaster e quase coloquei meu café da manhã pra fora, né? Sai de lá e tinha gente saindo do vazio de árvores com sacolas. Fui investigar. Andando lá pro fundo se via a entrada do tal Darth Mall (o mundo do trocadalho infame acontece). Entrei lá e não acreditei. Sério: começei a saltitar. Parecia uma gazela (opa, pagar mico é bom, né?). Todos os funcionários do recinto me olhando. E eu: foda-se. Só conseguia dizer Oh my God! Como esse foi o ano de relançamento de “Ameaça Fantasma” nos cinemas (“filmão”! rs) é claro que o símbolo do evento esse ano era o Darth Maul (até porque no pior filme de todos Ray Park não fez nenhum milagre em ser o único personagem novo e cativante do filme – dou os créditos pra maquiadora dele porque, né? Ter carisma num filme de “merlim” com uma maquiagem foda e 3 falas até eu, baby... rs). Escolheram o Donald (que em geral é Stormtrooper pra ser o Darth Maul no logo, mas, né? No evento o Donald estava de Stormtrooper. Confuso, mas justo. Até porque tinha um Darth Maul aleatório posando pra fotos e o Ray Park (e mais uns 150.000 em cartazes, pelúcias, camisetas e algo do tipo). Pra que mais???? Comprei uns troços e voltei pra entrada do parque pra pegar um buton de “I’m celebrating” que eu esqueci. E na hora que a moça foi me perguntar quantos eu queria eu falei sei lá, um número aleatório: 4. E ela me deu 4 (opa, geral ganhando buton de presente... rs). Fui na atração dos Muppets (adoro!) e dei um rolé pelo parque vendo os personagens de Star Wars que estavam lá pra bater foto. Bati foto deles de longe porque enfrentar fila não era opção. Estavam lá: Darth Maul (dãaaaaaa), Mickey Jedi, Minie Leia, Donald Stormtrooper, Pateta Vader (que eu não vi porque o cafofo que ele fica era o mesmo dos outros Disney, mas é sistema de revezamento, mas sei que ele estava lá porque o vi de longe na parada de apresentação), Boba Fett, Jango Fett (esses dois também se revezavam no mesmo local), Anakin Skywalker (by Clone Wars), Darth Vader, Rainha Amidala, Stormtroopers (que são os melhores personagens pra se bater foto porque não tem fila – eles pegam pessoas aleatórias que querem bater foto – e fazem brincadeiras – são tipo os soldadinhos do Toy Story quando ficam passeando pelo parque – e por um acaso estavm no mesmo local) e Luke (narigudo), Leia, R2D2 e C3PO (que precisava de um regime) ficavam dentro do ar-condicionado do Darth Mall. Passou um tempo e cansei de andar. Era cedo pra almoçar, mas como eu tinha tomado café da manhã cedo e tinha um mucado de gente já entrando no ABC Comissary (que é em geral o lugar onde eu como no MGM), resolvi que aquela era a hora. Com o evento achei que seria a hora ideal pra experimentar o famoso cupcake do Vader. É gostoso, mas confesso que enjoa rápido. Muito doce. Chocolate com manteiga de amendoim. Vale experimentar, mas eu não comeria de novo. Comprei uma frozen coke (eu tava resfriada, mas queria a caneca do R2D2 – e frozen coke é MUITO bom) e sentei na frente do palco. Os apresentadores do evento estavam fazendo graça com o público que tava ali parado ou com quem passava. Falavam de Harry Potter, de Jogos Vorazes. Me diverti com eles. Queria ir no Star Tours porque vi na Stacy (olha quem diria Stacy me dando dica) que o filme que passa é diferente (que tem não sei quantos filmes diferentes dentro da atração) e eu queria comprovar isso. Let’s go to Star Tours. Fui. Prestei bastante atenção no filme. Nesse o Chewie desliza pela nave (tela) e um tempo depois o Vader aparece. Queria ir de novo logo em seguida, mas eu não tava entendendo os horários da programação. Quando eu voltei pra frente do palco tava tudo coalhado de gente. O jeito foi me espremer num canto e assistir meio de longe. Fiquei lá na frente, mas distante do palco (até porque tinha uns cast members com TOC que não deixavam a gente ultrapassar uma linha que tinha desenhhada no chão – sendo que na frente dessa linha tinha um nada). Assisti tudo meio de longe, suando no meio da multidão. Quando acabou no palco, a galera vazou e eu tava querendo tomar um banho, então fui em direção a saída do parque. Mas quando tava andando pra saída, uns cast members me alertaram que eu não podia andar na “rua”, só na calçada. Esperei pra ver o que era. Ai entendi: o povo que tava no palco tava saindo de lá de carro. Nisso fotos e tchauzinhos. Lindo!!! Mas né? Tava pingando de suor: resolvi ir pro hotel tomar banho e depois voltar. Cheguei no hotel, guardei as coisas com calma, tomei banho, descansei e pensei: MGM aqui vou eu de novo (adoro hotel Disney por isso – ir e voltar com essa facilidade). Peguei o busão, os Stormtroopers não estavam mais no topo da entrada, mas tinha um mucado de gente entrando aquela hora. Dei outra voltar pelo parque com calma. Adoro! É meu parque preferido. Só de passear nele, eu já gosto. Fui no Darth Maul mais uma vez. Ganhei um brinde (um pacotinho que vem um personagem surpresa – no meu veio o Jabba). Fui no Star Tours de novo e teoria da Stacy foi comprovada: o filme foi diferente (um pouco mais sem graça). Eu queria ficar pra ver as atrações do palco, mas o sol tava forte ainda e pensei: daqui a pouco isso lota. E meu pé tava doendo horrores (com agravante da sola do meu tênis ter arrebentado). Com dó no coração fui embora, comi e dormi.

Come to the dark side! We have a cokies… and Ray Park :P

8º dia:

Levantei as 7h. Banho. Café no saguão porque o ser viciou nas panquecas. Let’s go to Universal. Cheguei no estacionamento, sobe as escadas, passa pela segurança, segue as esteiras, anda, anda, anda. Quando tu chega no portão de entrada da Universal já tá cansada. Rs. Fiz tudo com calma porque, né? Universal sei lá tem umas 3 ou 4 atrações pra fazer e eu tinha tempo. Segui pela rua que tem as estrelas batendo fotos com calma. Cheguei no La Bamba e tinha um esquilinho solitário comendo uma noz. Nhaaaaaaahh: psico dos esquilos vai até o esquilo sem fazer barulho pra bater foto (mas não ficou boa porque o danado tava numa sombra). Parei numa banca pra comprar o pin do DMLE e a funcionária tentando bancar a prestativa comigo. Zzzzzzzzzzzz. Me deu um mapa (sendo que eu tava com um na mão) e me informando horário de parada e de fogos. Agradeci, mas né? Nem morta que eu ia ficar o dia inteiro ali. Da banca dos pins, fui pro ET. Yepi: sem fila. O moço do ET elogiou minha blusa (dos Minions que eu tinha comprado na Sears). Eu adoro o ET, mas, né? O fofolucho carece de uma fono. Anos e anos tentando entender meu nome ali. Fui dar uma volta no parque e eu queria ver como tava o aterramento da lagoa de Jaws e agora tem um beco sem saída quando chega no MIB. Bati umas fotos. Pensando nas teorias das meninas da coluna Mais Magia do VPO. Seria interessante se o HP expandisse pra fora de fato. Estava procurando uma lugar pra atravessar pro outro lado pra ir pro Disaster (já que lá no fim no MIB tá fechado a travessia). E quando eu achei quase gritei. Porque no instante em que achei um beco pra uma rua pra ir pro Disaster, era um beco que de longe eu via a traseira do único carro que faz meu coração palpitar: a DeLorean. E quando eu cheguei lá eu achei que ia cair pra trás por conta da belezinha que colocaram do lado: na mais, nada menos que o trem que o doc. Emmett Brown usa como máquina do tempo no fim de Back To The Future III (ops Spoiler rs). Grita, chora, surta: você está na porta dos desesperados. Rs. Nem se fosse o Christopher Lloyd em pessoa eu ficaria tão feliz (mentira! Adoro Christopher Lloyd). Foi difícil me conter, mas fui pro Disaster, que eu confesso: adoro! Adoro o efeito especial do palco e acho que a atração melhorou e muito depois da reforma. E como é uma atração feita com as pessoas da platéia, toda vez que você for será diferente de algum modo. De lá fui pro meu adorado Twistter (adoro filme e atração). Eu cresci assistindo a Helen Hunt e a Jo é uma das personagens dela que eu mais gosto. De lá minha intenção era tirar uma soneca no Terminator, ops era ir na atração empolgante do Terminator agora que assisti o filme. Mas houve um imprevisto. Primeiro que eu só tinha visto a casa do Gru na entrada do parque, eu não tinha visto que tinha loja já funcionando (mesmo com a atração ainda não). Ai quando tava indo pra atração do Terminator, vi a loja do Meu Malvado Favorito e surtei. Oi? Posso morar ali? Ai ok, sai de lá depois do surto e fui em direção ao Terminator, mas de onde eu tava indo a loja do Terminator vinha antes que a entrada da atração. Ai entrei na loja pra comprar a bolsa que eu tinha visto da última bolsa, mas necas da bolsa. Ai tinha uma cabeça de C3PO e lá fui eu bater foto. Tava eu batendo foto e vi uma funcionária se aproximando e pensei: ferró, ela vai me dizer que não pode bater foto aqui. Mas não, a mulher me deu um cutucão pra me assustar mesmo só me perguntar onde eu comprei minha blusa. Minha cara de “vai dar susto na velha” foi ótima. Respondi de mau-humor que foi na Sears. Porque ela ficou insistindo comigo que na loja do parque não tinha uma blusa tão bonita como aqui. Ok, moça, já entendi que você gostou da minha blusa. Quer o endereço da Sears também? Pô Sears tem tudo quanto é canto. Para raio de maluco, eu sou. Depois dessa desisti do cochilo magnífico Terminator. Tava cansada e o pé voltou a dar sinal de vida. Sai do parque, pedi um Dip’n Dots de Rainbow e fui pro hotel. Tomei banho, comi e cama.

A psicopta do esquilo... Deixa o pobre bicho comer em paz... rs

9º dia:

Acordei, banho, café da manhã no saguão (viva as panquecas). Era meu último dia de parque: um ingresso Disney. Eu podia fazer o Animal Kingdom ou podia repetir outro parque. Não morro de amores pelo AK, então deixei ele pra outra vez. Minha dúvida era fazer o EPCOT ou o MGM (meus preferidos). Meu pé e eu preferimos o MGM. Optei por um dia calmo porque o dia seguinte ia ser pesado (eu não tinha idéia de como) e a gripe tava batendo forte. Fui pro MGM mais pra passear do que ir nas atrações. Entrei no parque sentindo falta dos fãs de Star Wars pra todo o lado. Mais ainda assim é meu parque preferido. Dei uma volta, fui no Star Tours, mais uma mega volta. Fui no teatro chinês. Mais uma volta. Uma última ida ao Star Tours. Cheguei a entrar na fila da Pequena Sereia, mas um mucado de gente entrou e eu fiquei de fora. A próxima apresentação seria em meia fora. Achei melhor deixar pra próxima. Já era tarde e o estômago tava roncando já. Ainda assim optei por almoçar no hotel. Comi no hotel, vi um pouco de tv, fuçei um pouco a lojinha do hotel. Descansei. A noite comi, arrumei uma mala e dormi.

Yummi: panquecas!

10º dia:

Opa. Dia de volta pra casa, mas senta que lá vem a história na viagem mais errada de toda minha vida. Rs. Acordei, tomei banho, coloquei a roupa que eu tinha separado pra viagem e uma sensação de que alguma coisa ia dar errado me deu de manhã cedo (eita intuição de merda). Fechei miinhas malas depois de guardar as últimas coisas que estavam pra fora. Num último momento pensei até sei lá porquê colocar uma muda de roupa na bolsa de mão, mas ignorei minha intuição com o pensamento de estou voltando pra casa. Fui pro saguão tomar café e nada daquela intuição ir embora. Pensei em tudo que podia acontecer, mas né? O meu vôo originalmente era a noite, mas eu tinha pedido pra mudar pra um vôo mais cedo porque desde que a funcionária do aeroporto me informou que é comum a American atrasar um vôo e quem tem escala pra fazer só dá tempo pros passageiros embarcarem e mala fica no local da escala, eu prefiro mofar em aeroporto do que ter a mala extraviada. Ai me deram um papel dizendo que meu vôo tinha sido mudado pras 3 da tarde. Opa. Beleza. Se atrasasse, eu teria tempo de embarcar com calma e minha mala também. Primeira merda. Cheguei pra fazer o check-in e a funcionária da American me disse que meu nome se encontrava ainda no vôo das 9 da noite (oi????). Puta da vida não tive o que fazer a não ser dispensar o motorista e ficar carregando as malas pra lá e pra cá (a American só deixa fazer o check-in 4 horas antes do vôo e eu tinha chegado cedo por causa do raio-x). O carrinho pra você mesmo carregar as malas no aeroporto custa 3 dólares. Quando deu uma e meia comprei uma batatinha e uma Coca-Cola na loja do lado da Universal e sentei num canto (“belo” almoço). Fiquei num zigue e zague com as malas. A sensação de que a merda não tinha acontecido de vez não me abandonou, ainda mais quando sentei perto de uma turma de brasileiros onde metade deles havia perdido o canhoto da imigração (aflição define). Ok. As 4 da tarde eu fiz o check-in correndo. Louca de fome, sono, sede e irirtação, passei numa revistaria e segui direto pro raio-x. Pega bacia, tira tênis, tira pochete. Passa pelo raio-x. Veste tudo de novo. Pega o trem. Fui correndo pro Burguer King. Pedi um “to go” e fui pro portão de embarque. Sentei no canto que tinha lugar vago (e é claro que tinha duas crianças pentelhas correndo como se aquilo ali fosse um playground – vontade de bater na mãe delas define). Comi e fui olhar o horário do vôo. E ai eu entendi a permanência do meu sentimento de vai dar merda: o vôo tava atrasado. Opa: vôo de Orlando atrasado só significa que minha mala será extraviada em Miami. “Alegria” imensa de viver: justamente o que eu queria evitar. Finge que não tá com raiva. Ai o vôo cada vez atrasava mais. E uma galera brazuca começou a se movimentar na frente do balcão da American. Porque no horário de vôo pra Miami a noite pela American de Orlando em geral só tem brasileiro que faz escala lá pra pegar conexão pro Brasil. Fiz amizade com um povo e descobri que tinha vôo atrasado desde as 6. Já era tarde. Ai tive dois problemas. Primeiro que como eu almoçei as 5 da tarde, quando eu fui sentir fome de novo (lá pelas 10 da noite) me ferrei porque as lojas de conveniência do aeroporto fecharam as 8h da noite (opa: passar fome é opção) e ai que devido ao atraso eu começei a entrar em pânico. Porque o meu vôo de Miami tava previsto pra sair as 22:45h. E a previsão pra eu decolar de Orlando era as 23h. Opa: me vê um calmante e uma máquina do tempo, né baby? Depois de conversas e mais conversas (achei até uma coleguinha que tinha o mesmo destino final que eu) descobri que o atraso era por conta do mau tempo em Miami e que o avião vinha de lá pra voltar pra lá e que sim daria tempo de embarcar (eu tinha ciência que que esse embarcar era pra mim e não pra minha mala). Ok. Cheguei em Miami 11 e alguma coisa. E a gente desembarcou no portão E5 e tchan: meu portão de embarque era o E42. Nada de pânico. Que isso. Sai pelo aeroporto correndo feito uma louca. Ai um moço que passava com um daqueles carrinhos de golf me perguntou qual era o meu portão e eu disse a ele. Ele me ofereceu uma carona e eu quase beijei o chão que ele pisa porque andar aquilo tudo só Deus sabe se eu ia chegar a tempo e viva. Sentei na frente e ueeeeeeee toma vento na cara. Mas foi até divertido se eu não tivesse em pânico, teria me divertido mais. Rs. Cheguei no tal E42 e adivinha: o vôo tava atrasado. Faz cara de cu. Eu corri a toa. Enfim. Uma da madruga o avião levantou vôo em direção.... Ao 11º dia... rs

Loja da Nasa no aeroporto de Orlando

11º dia: Ok. 40 minutos pós decolagem a figurante do Trilher e a clone da Whoppi Goldberg (as comissárias de bordo como eu as “carinhosamente” apelidei) começaram o serviço de bordo. Alegria de viver porque a essa altura meu estômago já tava no calcanhar. Eu ignorei que a a clone da Whoppi Goldberg primeiro se irritou com o carrinho e nas últimas fileiras (onde eu me encontrava) e largou o troço pra lá e começou a servir a gente aleatoriamente e depois na hora se servir a bebida ela quase deu um cuspão na minha cara (“melhor” vôo da minha vida). Ai eu comi o bife (que mais tarde eu descobriria que o vôo inteiro achou que tinha gosto de sola de sapato) como se fosse a coisa mais gostosa do mundo (porque eu tava morrendo de fome). Tomei o meu dramin e 5 minutos depois eu estava nos braços de Morfeu. Duas horas depois do vôo ter decolado eu acordo com um aviso do piloto dizendo que não é pra ninguém entrar em pânico, mas pro precaução em instantes estaremos pousando em Porto Rico. Mas frisou que o pouso em Porto Rico era só por precausção. E ai dentro de mim soou um alarme de deu merda e agora, mas minha sorte é que eu não estava na janela. Porque quem estava na janela, viu o que tava acontecendo. E se eu tivesse visto, bicho: ferró! Eu tava em pânico dentro do avião berrando feito uma louca. E eu achei engraçado que a guria que tava do meu lado tava dormindo, acordou pra ouvir o recado do piloto e tipo voltou a dormir numa boa depois disso. Filha, a gente tá pousando num país que não é nosso destino final. Helloooooooooo. Realiza! E ai o piloto disse que em 15 minutos a gente tava pousando em Porto Rico, mas o que aconteceu foi que 45 minutos depois do aviso a gente pousou em Porto Rico e ai quem tinha que ficar em pânico ficou porque no instante que pousamos apareceram uns 50 carros de bombeiro em volta do nosso avião e ai começou a subir um calor enorme e ai eu pensei: fudeu, é agora que eu vou morrer. Mas, né? Mongol gigante: tava fazendo calor porque o piloto desligou o motor e o ar-condicionado, mas as 4 da manhã eu com sono, fome, sede, não raciocidei direito. Quem tava na janela disse que viu o combustível todo sendo jogado no oceano. O que aconteceu foi que deu uma pane numa cabo e começou a vazar combustível, ai o piloto se livrou de todo o combustivel pra que na hora de pousar o atrito não causasse uma explosão. Mas era certo se eu sentada na janela visse o combustível todo indo pra saco, tava em pânico. Ai tinha um moço na frente (que eu não vou xingar porque a mulher dele tava grávida, mas eu tava com vontade de bater no marido dela) porque eu sei que a intenção dele era aliviar a tensão. Mas de boas intenções o inferno tá cheio. E ai o individuo me começou a fazer umas piadas de péssimo gosto. Tipo quando a gente pousou e começou o calor, ele pega e me solta: “hum, que cheirinho de churrasco”. Jura que ele não podia ter esperado a gente sair do avião pra falar aquilo??? Ok, descemos sem nada ter acontecido, a American ia liberar voucher pra café da manhã, almoço, taxi pra ir e voltar e um quarto de hotel. Eram 5 horas da manhã. Previsão pra decolagem: 5 horas da tarde (porque, né? Eles iam consertar o avião ferrado no qual a gente veio e a gente ia seguir viagem no MESMO avião depois de 12 HORAS EM PORTO RICO. Eu não sei as outras pessoas do vôo, mas Porto Rico não tava entre os lugares que eu queria conhecer (e nem quero voltar) e que diacho eu ia fazer durante 12 horas lá??? Ok... Primeira providência ir pro hotel, fazer o check-in com a bagagem de mão apenas. Achar um telefone público e tentar ligar pra casa. Dividi o quarto com uma enfremeira brasileira que mora nos EUA. Tava vindo pro Brasil visitar a família. 200 tentativas de ligar pro Brasil e nada. Fomos tomar café da manhã. Achei mais ou menos. Pedimos indicação de onde comprar cartão telefonico e com muito custo achamos um surpercado que teoricamente era “ali na esquina”. 5 doletas no cartão. E ai eu fui tentar usar e a telefonista me informa que eu não posso usar o pin do cartão em um telefone público. Falei que era o único telefone que eu tinha acesso, mas não me serviu pra nada. Tentei, tentei e nada. Meu Deus, pra que serve telefone público em Porto Rico? Enfeite? Subi pro quarto com raiva. Fiquei batendo papo com a enfermeira até a hora do almoço. Na hora que fomos almoçar, a American achou que a gente ainda não tinha passado raiva o suficiente. O voucher que a gente ganhou era de 12 dolares e o almoço nada gostoso do hotel era 17 doletas. Tivemos que tirar do nosso próprio bolso. American cada vez me dando mais “alegrias”. Ok, bora desebolbolsar pra interar pra’quela joça de almoço (juro que fez a comida da própria American parecer divina). Subimos. A enfermeira queria dormir. Eu tentei assistir tv, mas, né? Todos os canais só passavam programas culinários. Tentei ligar pro Brasil do telefone do quarto, mas levei uma resposta grosseira do moço da recepção. Desci pra tentar novamente do telefone público e nada. Assisti a um pouco de programa culinário e a colega acordou. Nos arrumamos e resolvemos ir um pouco mais cedo pro aeroporto. Fizemos bem, a fila do raio-x estava enorme. Chegamos lá e encontramos e moço que tava sentado ao lado da enfermeira na aeronave. Ele contou que foi pra praia, tomou cerveja, encontrou uma iguana. Eu vi as fotos e falei: bonita sua viagem pra Porto Rico. Rs. Ai ele me disse que ligou pro Brasil do celular dele. Eu expliquei minha situação pra ele e ele gentilmente me permitiu ligar a cobrar pro Brasil do celular dele. Ai veio a história da turma do coral. No nosso vôo tinha um coral de 60 pessoas. A lider era brasileira. Os outros 59 engomadinhos todos americanos. As meninas do meu lado inclusive eram do coral (a que ia morrer dormindo e talz). Elas tavam vindo pra cantar num casamento (então, essa foi a história que me passaram adiante... rs). E ficaram um tempão no aeroporto tentando conseguir um vôo antes (eu pensando: realiza: se conseguirem um vôo antes eles vão dar prioridade pra quem tá na primeira classe oh gente sem noção) e ai quando decidiram que queriam hotel só tinha 10 quartos pra eles (60 pessoas). Ai descidiram mofar as 12 horas no aeroporto mesmo. Só que eles não contavam que fosse atrasar mais uma hora. Ou seja: ficamos 13 horas em Porto Rico. Mas enfim. Embarcamos. A American queria se redimir com a gente que o nosso novo jantar foi a melhor comida que eu já comi na vida dentro de um avião de qualquer cia: um sanduiche de atum, batatas lays e de sobremesa kit kat (oi? Com esse jantar a gente pode parar em Porto Rico sempre – de preferência sem a coisa do bombeiro – rs). Eu queria dormir, mas na minha frente tinha uma criança que parecia que tinha comido um pote de açúcar ou que tinha um demônio no corpo (o que dependendo da idade é mais ou menos a mesma coisa) e queria prestar atenção no filme que tava passando (“Compramos Um Zoológico” – que eu já vi e adorei), mas na hora que começou o filme alguém do coral começou a cantar e outros 10 seguiram a cantar junto (Jesus, que vôo é esse????). Desisti de dormir. Segui o vôo rezando pra não me assustar com a figurante do Trilher e pra a clone da Whoppi Goldberg não cuspir na minha cara de novo. O café da manhã terrível como sempre. Pousamos sem maiores contratempos.

Vista do meu hotel em Porto Rico

12º dia: Ok agora a gente conta como outro dia porque se passaram 24 horas desde a decolagem em Miami. Era uma da madruga quando pousamos no Brasil. Meu lugar lá atrás. O engraçadildo me solta: “Foi um prazer quase morrer com vocês”. Figura “fofa”, né? Na minha cabeça eu tava batendo com a cabeça dele contra a parede do avião. Fila da imigração enorme. Se benzer é uma opção da próxima vez. Free shop. Fui pra esteira sabendo que minha mala nçao ia estar lá, mas a gente sempre tem que conferir pra não passar vexame. Espera a esteira parar de rodar: e de fato as malas não chegaram. Cadê a placa de eu já sabia? Ai a fila de reclamação de bagagens estava enorme. E me deu um desespero porque a moça que vinha comigo no mesmo vôo desde Orlando me pediu o celular emprestado pra ligar pra mãe pra avisar que a mala dela extraviou e ela tava quase chorando. Fiquei com dó (porque eu já sabia que a mala ia extraviar). Ai falei do guri que tava na minha frente que parecia que tinha engolido um pote de açúçar e ela riu e eu fiquei melhor. Mas ai a coleguinha do coral tava acessorando o povo do coral que teve a mala extraviada, mas tava atrasando a vida dos outros passageiros. Enfim. As 3 horas da madruga passei pela alfandega. E a minha cara devia ser nada amigável, nem tanto que o funcionário não quis nem o meu formulário. Dois dias, depois de muitos telefonemas, minhas malas finalmente chegaram.

Era isso... Meu beijo,
Menina que Chove

terça-feira, 19 de junho de 2012

Delirando!

Delírio é um livro que tinha me consquistado na sinopse. Eu tinha lido a sinopse e fiquei fascinada. Pensei: tenho que ler agora. E lá foi ele passar na frente de tantos outros livros que eu tenho numa pilha de livros pra ler. Mas ai acontece que primeiro me dá a sensação de quem lê uma distopia não precisa ler mais nenhuma. Porque no fundo todas as outras vão dar uma sensação de deja-vu porque a essência delas é a mesma.

Nesse contexto foi muito difícil não comparar com Jogos Vorazes. Então vamos as diferenças entre ambos. Jogos Vorazes nós temos uma história política onde no fundo enxergamos um romance. Delírio é o oposto: temos um romance onde lá no fundo enxergamos o mote político. A história das protagonistas só muda de rumo quando elas são espostas a uma determinada situação. Porque ninguém vai a lugar nenhum fazer nada por conta própria. Se a Lena é tão corajosa quanto a Katniss? Depende de como se vê. Mas o que me fez comparar imediatamente uma com a outra foi o amor. A Katniss vai se torna um tributo pra tentar salvar a Prim. Ela faz isso pelo amor dela pela irmã. E a Lena todas as ações dela são em memória do amor de sua mãe. E se Suzane Collins claramente se baseou na Roma antiga pra escrever sobre seus jogos, Lauren Oliver parece ter se baseado no nazismo pra escrever sobre o regime do “Shhh”.

Entretanto a narrativa de Delírio é bem arrastada. Assim como em Jogos Vorazes, boa parte da narrativa se passa na cabeça da protagonista. Mas o que faz o texto ser cansativo é a falta de ação. Por causa disso quando eu cheguei na metade do livro eu não tinha opião sobre o mesmo. Não sabia dizer se estava gostando ou odiando.

A temática é interessante. Estamos no futuro (o quão futuro não é citado e nem é nos dado nada que nos faça ter uma idéia de qual ano estamos) e o amor é uma doença. Nossa protagonista Lena vive em Portland (nos Estados Unidos da América). Assim que completam 18 anos (ou o mais próximo da data) os jovens fazem uma intervenção para se livrar da doença. Lena está com 17 anos e alguns meses. Ela vive corretamente sobre as regras desse governo ditatorial (onde tudo gira em torno dessa doença). Ao contrário de sua melhor amiga, Hana, que é fascinada com a resistência e com os inválidos (as pessoas que vivem na Selva – parte do país que não está cercada). Lena vive com medo da doença porque sua mãe foi “infectada” com a doença “delira”” e em quem tentaram fazer a intervenção 3 vezes, mas ela não conseguiu se livrar da doença. Prestes a ir pra 4ª intervenção, ela acabou suicidando-se. A vida de Lena é perfeita e uma contagem regressiva pra intervenção, até ela conhecer o sedutor Alex.

Acho que esse tema poderia ser melhor aproveitado. Até mesmo quando a história tem a sua virada de mesa lá pelo capítulo 20, acho que era algo que poderia ter rendido mais assunto no livro. Ainda quero ler a sequência “Pandemônio” (sem previsão pra lançamento aqui no Brasil) principalmente porque é uma triologia e eu quero saber como vai ficar isso tudo, mas o final não me agradou muito.

[SPOILER ALERT] Confesso que eu não acho o Alex o melhor personagem do mundo, mas eu quero ele de volta. Como faz?

Era isso... Meu beijo, Menina Que Chove

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MTV Movie Awards!


Opa! Premiação de cinema mais aguardada pela pessoa aqui. Eba!!! A MTV lança finalmente a lista de indicados os concorrentes do Movie Awards 2012. Corre lá e vota: MTV Movie Awards.

Filme do Ano
“Missão Madrinha de Casamento”
“Jogos Vorazes”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”
“Histórias Cruzadas”
“Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1”

Eita categoria difícil de votar. Dos 5 indicados só não assisti (e nem pretendo... rs) “Missão Madrinha de Casamento”. Como dá pra perceber amo “Jogos Vorazes”. No entento o filme me frustrou um pouco. Acredito que “Em Chamas” será melhor. “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” pra mim é o melhor filme de toda a saga Harry Potter sem sombra de dúvidas. “Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1” acho que não é comentável. No entanto “Histórias Cruzadas” foi o melhor filme que assisti nos últimos anos.Chorei litros. “Eat my shit”! Go Minny!

Melhor Performance Feminina
Emma Stone por “Amor à Toda Prova”
Kristen Wiig por“Missão Madrinha de Casamento”
Jennifer Lawrence por “Jogos Vorazes”
Emma Watson por “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”
Rooney Mara por “Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”

Não vi nem “Missão Madrinha de Casamento” e nem “Amor à Toda Prova”. Acho a Jennifer Lawrence carismática demais pra ser a Katniss e Emma Watson paty demais pra ser Hermione. Mesmo não tendo visto a versão sueca de “Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” adoro a Rooney Mara como Lisbeth.

Melhor Performance Masculina
Channing Tatum – “Para Sempre”
Daniel Radcliffe por “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”
Joseph Gordon-Levitt por “50/50”
Josh Hutcherson por “Jogos Vorazes”
Ryan Gosling por “Drive”

Dai só assisti “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” e “Jogos Vorazes”. Queria ter visto “Drive”, mas não rolou. E tô louca pra ver “Para Sempre” (estréia prevista no Brasil pra junho desse ano). Confesso que adoro o Josh Hutcherson, mas não gostei do trabalho dele em “Jogos Vorazes”. Por falta de opção acabei votando no Daniel Radcliffe.

Melhor Performance de uma Revelação
Elle Fanning por “Super 8”
Melissa McCarthy por “Missão Madrinha de Casamento”
Liam Hemsworth por “Jogos Vorazes”
Rooney Mara por “Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”
Shailene Woodley “Os Descendentes”

Desses só assisti “Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” e “Jogos Vorazes”. Queria ter visto “Os Descendentes” e “Super 8”, mas não rolou. Sem dúvida o voto foi pra Rooney Mara. E o voto de volta pra Miley Cyrus pro Liam Hemsworth. Rs

Melhor Performance em Comédia
Jonah Hill por “Anjos da Lei”
Kristen Wiig por “Missão Madrinha de Casamento”
Melissa McCarthy por “Missão Madrinha de Casamento”
Oliver Cooper por “Projeto X – Uma Festa Fora de Controle”
Zach Galifianakis por “Se Beber, Não Case – Parte 2”

Opa... Tai uma categoria que votei no chutómetro. Não sou chegada em comédias e não assisti nenhum desses filmes... rs. Votei no Zach Galifianakis por “Se Beber, Não Case – Parte 2” por ouvir o povo do Rapaduracast falar muito desse filme... rs

Melhor Elenco
“Anjos da Lei”
“Missão Madrinha de Casamento”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”
“Histórias Cruzadas”
“Jogos Vorazes”

Essa categoria a gente vota de olhos fechados. Alan Rickman, Julie Walters, Helena Bonham Carter, Maggie Smith, Jason Isaacs, Mark Williams, Michael Gambon, Gary Oldman, Ralph Fiennes, Robbie Coltrane e Emma Thompson. Melhor elenco EVER! “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”.

Melhor Transformação na Tela
Collin Farrell em “Quero Matar meu Chefe”
Elizabeth Banks em “Jogos Vorazes”
Johnny Depp em “Anjos da Lei”
Michelle Williams em “Sete Dias com Marilyn”
Rooney Mara em “Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”

Só não assisti “Quero Matar meu Chefe” e “Anjos da Lei”. Essa também foi uma categoria que não precisei pensar muito: quem precisa de Maryn Monroe se temos Michelle Williams??? Michelle Williams em “Sete Dias com Marilyn”.

Melhor Luta
Channing Tatum & Jonah Hill vs. Kid Gang em “Anjos da Lei”
Daniel Radcliffe vs. Ralph Fiennes em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”
Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson vs. Alexander Ludwig em “Jogos Vorazes”
Tom Cruise vs. Michael Nyqvist em “Missão Impossível: Protocolo Fantasma”
Tom Hardy vs. Joel Edgerton em “Guerreiro”

Então... Só assisti HP e JV. Se eu pudesse adicionar uma luta a essa categoria com certeza seria Julie Walters vs. Helena Bonham Carter em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”. Como eu não posso adicionar, vamos de Daniel Radcliffe vs. Ralph Fiennes em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”.

Melhor Beijo
Channing Tatum e Rachel McAdams em “Para Sempre”
Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson em “Jogos Vorazes”
Robert Pattinson e Kristen Stewart em “Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1”
Rupert Grint e Emma Watson em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”
Ryan Gosling e Emma Stone em “Amor à Toda Prova”

O beijo do Ron e da Hermione no livro é uma das partes que eu mais gosto porque é o momento que o Harry (Potter) libera o momento comedian dele (e quem me conhece sabe que eu não gosto do Harry), então terem transferido o beijo pra camara secreta no filme, não me agradou. Por outro lado os trilhões de beijos da Katniss com o Peeta na arena foi transformado em um só por causa da censura (13 anos) do filme. Com isso ainda prefiro Rupert Grint e Emma Watson em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”.

Melhor Performance Angustiante
Jonah Hill e Rob Riggle em “Anjos da Lei”
O elenco feminino de “Missão Madrinha de Casamento”
Ryan Gosling em “Drive”
Bryce Dallas Howard em “Histórias Cruzadas”
Tom Cruise em “Missão Impossível: Protocolo Fantasma”

Votei no único filme que eu vi. Até porque como eu já disse é um dos melhores filmes dos últimos anos. Bryce Dallas Howard em “Histórias Cruzadas”.

Melhor Filho da P*
Bryce Dallas Howard por “Histórias Cruzadas”
Collin Farrell por “Quero Matar meu Chefe”
Jennifer Aniston por “Quero Matar meu Chefe”
Jon Hamm por “Missão Madrinha de Casamento”
Oliver Cooper por “Projeto X – Uma Festa Fora de Controle”

Vide o item acima. Mais se eu pudesse adicionar alguém... ** risada do mal ** Chris Rankin por “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”. Rs

Melhor Uso da Música
“The Devil is in the Details, do Chemical Brothers em “Hanna”
“Impossible”, do Figurine em “Like Crazy”
“Party Rock Anthem”, do LMFAO em “Anjos da Lei”
“Pursuit of Happiness”, do Kid Cudi em “Projeto X – Uma Festa Fora de Controle”
“A Real Hero”, do College w/Electric Youth em “Drive”

Não assisti nenhum dos filmes e acho que essa categoria não está aberta ao público (se não me falhe a memória). E tiver, eu votaria em “A Real Hero”, do College w/Electric Youth em “Drive” porque foi o filme que eu não vi, mas o que eu mais queria ter visto.

No mais era isso... Meu beijo,
Menina que Chove

sábado, 21 de abril de 2012

Desafio Hunger Games!





Your favorite character: Finnick
Your least favorite character: Mãe da Katniss e da Prim
A character you hate that everyone loves: Então... Tem gente que gosta do Cato
A character you love that everyone hates: Então... Não sei... Mas acho que a Johanna
Your favorite fight/battle scene: Tresh salvando a Katniss na primeira arena
A scene that made you laugh: Antes do sorteio do massacre quaternário quando o Haymitch vira pra Katniss e fala que já que ele salvou a garota na primeira arena, ele se sente no dever de salvar o garoto dessa vez (tendo em vista que ele podia ser o "garoto")
A scene that made you cry: Morte da Rue
The character you are most like: Rue
Your favorite quote: "Que a sorte esteja ao seu lado"
Peeta or Gale: Peeta... Dãaaaaaaaaaaaa...
Something you hate about the series: Os finais dos 3 livros
A character you wish hadn’t died: Finnick
A character you wish had died: Mãe da Katniss
Your favorite tribute (aside from Peeta/Katniss): Rue
Your least favorite tribute (aside from Peeta/Katniss): Cato
A question you wish had been answered in the book: A idéia da Coin foi realmente colocada em prática???
The worst death: Acho que todas as mortes do massacre quaternário são as piores porque aquela arena é from the hell, então vamos dizer uma personagem que eu gostava muito: Mags!
A song that reminds you of the series: A canção da Rue????
Your favorite pairing: Sem pensar duas vezes Finnick e Annie!
Your least favorite pairing: Katniss e Gale... Ergh...
A pairing you don’t get: Katniss e Gale
Your favorite book of the three: A Esperança
Your favorite secondary character: Fox Face
Your least favorite secondary character: Seneca
Your dream cast: Então... Vou colocar 3 personagens que ainda não tem atores...
Desde que assisti Cisne Negro não consigo ver outra pessoa pra Johanna que não a Mila Kunis...
Ellen Page pra Annie
E Ryan Reynolds pro Finnick
Your favorite scene in The Hunger Games: O pão do distrito 11
Your favorite scene in Catching Fire: Momento sarcasmo da Katniss depois do treinamento ela se mordendo por ter que dizer a Haymitch que queria "Pancada" e "Faísca" como aliados
Your favorite scene in Mockingjay: Morte da Coin
Your favorite thing about the entire series: Os personagens
A book/series that you would rec to fellow fans: Não sei...

domingo, 15 de abril de 2012

"Que bonita a sua roupa, que roupinha muitcho louca"!

Não lembro quantos anos eu tinha, mas eu gostava de me vestir. Pegava roupas aleatórias (em geral que não eram minhas) e me vestia (de qualquer coisa). Minha mãe com isso sismou que tinha uma estilista dentro de mim. Dessa sisma dela eu sismei que queria uma roupa de bailarina. Não sei bem o que eu ia fazer com uma roupa de bailarina, mas enfim... O certo é que no meu bairro tinha uma escolinha de balé e eu as vezes ia lá invejar a roupa das meninas. Minha mãe disse que me daria a roupa só se eu fizesse balé. Então lá fui eu fazer balé. Ai você pergunta: na escolinha do seu bairro? Não sei porque cargas d’água eu fui parar na escola de balé mais ferrada de todo o Rio de Janeiro. Né? Tinha até boletim. Onde estranhamente minhas notas só eram baixas em comportamento. Tsc, tsc, tsc. Depois de dois anos desisti das aulas e daquele figurino lindo porque, né? Não tinha uma bailarina dentro de mim (até porque nunca fui esforçada, nem comportada e nem nada do tipo). Mas aonde eu quero chegar com essa história? Pera lá...

Na mesma época eu me apaixonei por um troço chamado cinema depois que assisti O Casamento de Muriel porque a Toni Collette é uma puta atriz que emociona e é minha atriz preferida desde então e bla bla bla bla blá (é, nem eu me aguento mais falando da Toni). Na mesma época mais ou menos assisti a um outro filme que me tocou muito, Vem Dançar Comigo (“Viver com medo é viver pela metade” virou a frase da minha vida por causa desse filme). E o figurino de Vem Dançar Comigo é divino (pra mim na época pelo menos era – adoro as roupas dos competidores por mais cafona que pareça). E talvez ali naquele filme (não conscientimente) eu entendi a função do figurino em um filme e na vida.

Os anos 80 já tinham passado. Ou seja, aquela moda estranha (pra não dizer falta de moda) tinha passado. Onde todo mundo tinha uma blusa do Mickey (onde eu duvido muito que todas aquelas pessoas gostassem do Mickey). Era época onde a roupa que você vestia podia sim passar uma mensagem. A roupa que você está vestido pode dizer se você tem ou não atitude, se você prefere beleza ou conforto, pode até dizer se você se importa com o que veste.

Hoje em dia as camisetas dizem literalmente a mensagem a qual queremos passar. Desde as tão conhecidas camisetas de banda, como camisetas como estampas de seriados, filmes, desenhos animados e até as que trazem mensagem engraçadinhas.

O ator Rupert Grint além de ser conhecido como o ruivo Ron Weasley amigo de Harry Potter também tem a fama de ser um dos famosos com as camisetas mais legais da face da terra:


Clicou o Rupert, pod ever que em geral ele tá com uma camiseta batuta. No ramo da ficção nenhum personagem tem o guarda-roupa tão invejável (pelo menos pra mim) quanto o cientista de Big Bang Theory, Sheldon Cooper, vivido pelo ator Jim Parsons:


A cada episódio Sheldon sempre aparece com uma camiseta nova show de bola.

E demos essa volta toda pra onde eu queria chegar: nas camisetas. Opa. Sentido esse post? Nenhum faz (mestre Yoda faz discipulos). Eu só queria fazer uma seleção de camisetas maneiras de vi pela net porque quem me conhece sabe que eu AMO camisetas (principalmente as que trazem algum dizer divertido).


O Q-Vizu do Rio de Janeiro tem camisetas divertidas pra todas as idades.


De Belo Horizonte O Ovo além de camisetas transadas, tem sapatos, canecas e mochilas bacanudas.



De Curitiba que vende on-line pra todo o Brasil, a Nerd Store vende apenas camisetas e canecas. Mas é uma mais legal que a outra.


Outra que vende on-line e que tem camisetas fodasticas é o Chico Rei.

Hoje em dia tem zilhões de lojas que vendem camisetas nesse estilo. Citei só essas com foto pro post não ficar “xigante”, mas tem outra mais que eu conheço: Camiseteria, Melancia Quadrada, Smile, Hot Topic, Spencer’s e por ai vai... Qual é a sua preferida???

Meu beijo, Menina Que Chove

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Holden Caulfield encontra Princesa Leia em 1984!

Então... Em vez de fazer resenha e comentários de “Em Chamas” e “A Esperança” ou até mesmo fazer um texto comparando “Jogos Vorazes” a “Battle Royale” (sorry se alguém comprou JV achando que a plot do livro era crianças dentro de uma arena se matando igual a BR porque quem leu suas continuações sabe que não é). Ou até fazer uma análise com George Orwell (nós não precisamos disso e como já disse, a plot do livro não é bem essa). O livro é uma distopia. E pra que servem as distopias? Um alerta. Pois bem, parei pra pensar quando avaliei o filme e os livros. Com certeza não gostei do fim de nenhum dos livros (o fim de “Jogos Vorazes” te prepara pra “Em Chamas”, o fim de “Em Chamas” te prepara pra “A Esperança” enquanto o fim de “A Esperança” é qualquer coisa sem sentido que deixam muitas perguntas no ar), mas eu me considero fã da triologia. E o que me pegou foram os personagens. E é sobre eles que eu queria falar um pouquinho. A minha relação com esses personagens que mexeram comigo. AVISO: o post pode conter spoiler dos livros.

Katniss - Não morro de amores por ela. Assim como não costumo morrer de morrer pelos protagonistas em geral (meu coração pertence aos sidekicks – aquela velha história de que não sou chegada em protagonistas – porque, né? A gente só vê a história do ponto de vista deles e o resto dos personagens que se lasquem – então eu conto nos dedos os protagonistas que gosto de fato). Mas já que todo mundo compara JV com alguma coisa eu também vou comparar, pra mim a Katniss tem um “q” de Holden Caulfield (do “Apanhador No Campo De Centeio” – protagonista esse sim que eu amo). Acho que tão pertubada e tão perdida quanto o Holden. Se Holden estivesse em uma guerra ele com certeza seria a Katniss. E até a relação do Holden com a Phoebe é bem parecida com a da Katniss com a Prim. Fui longe, né? Entendo a raiva que ela sente de sua mãe e o zelo pelo Prim.

Peeta - Taí um personagem apaixonante. O garoto do pão, surrupiou meu coração. Tudo que ele faz, tudo que ele fala. E mesmo no amor dele pela Katniss acho ele muito lucido, muito sobrio. O oposto extremo do Haymitch. Mesmo no momento da loucura os questionamentos dele eram todos muito lúcidos. Mesmo quando ele estava com os carreristas, jamais duvidei que aquele era o jeito dele de proteger a Katniss.

Gale - Nós vivemos no mundo onde ocorre a “stephenie meyerização” das coisas. Onde nenhum livro/série/filme/ou/e/novela pode ter uma possível triângulo amoroso que já é comparado aquele troço chamado Crepúsculo. E eu achava o Gale até o terceiro livro um personagem apático. Sem entender muito aquela relação Han Solo/ Leia dele com a Katniss (a Katniss sendo o Han Solo óbvio! Hehehehe Porque, né? No livro tem um diálogo que é bem parecido com um diálogo bem conhecido de Star Wars – apenas o contexto é diferente). Ah gente Star Wars na minha veia (já que é pra comparar JV com alguma coisa bora comparar com alguma coisa de guerra pra fazer algum sentido, minha gente). Até que a Leia, ops o Gale decidiu seguir seu caminho e não ficar a mercê do que a Katniss tinha pra se decidir. Ok, há quem tem a teoria que de a Katniss jamais ficaria com ele por causa da bomba que matou a Prim, mas a opção não foi dela. Não gosto do Gale, mas entendo a relação dele com a Katniss porque acho que ele é o único que a vê como ela realmente é (com suas qualidades e seus defeitos).

Haymitch - Meu adorável pinguço. Taí um personagem que eu gostaria de saber mais sobre a vida. Porque 3 livros se passam e quase nada descobrimos sobre ele. Adoro o senso de humor sarcástico. Adoro quando ele fala pra Katniss antes do massacre quaternário que já que no primeiro jogo ele tentou deixar a garota viva, nada mais justo que dessa vez ele tente deixar o garoto vivo (tendo em vista que ele poderia ser o “garoto”). Essa frase resume o sarcasmo do Haymitch.

Rue - Oh Rue! Tão difícil falar de uma personagem que me conquistou desde o primeiro segundo. É difícil sequer imagir a história dela e como ela foi levada até aquela mortal arena. Fora que acho que a história tem um ganho com a Rue. A partir do ponto que a Katniss resolve fazer a coroa de flores que ela entende de fato as palavras do Peeta antes do jogo, de não ser apenas uma peça nas mãos da capital.

Cato - É um dos personagens que eu mais detesto em toda a saga. Não há Snow e Coin que me façam detestar mais que o Cato. Ele é o personagem que me puxa pra vida real porque conheço uma pessoa igualzinha a ele. É uma peça no jogo dos outros, mas que se acha superior. Confesso que tenho medo de pessoas que dizem gostar dele ou que tem ele como personagem preferido. Assim como também confesso que depois que decobri que alguns dos pacificadores eram do distrito 2, medo definiu.

Fox Face - A cara de raposa teve uma estratégia interessante de sobrevivência na arena. Se nos dermos conta ela foi uma das últimas a morrer. O único carrerista que morreu depois dela foi o Cato. Clove e toda aquela trupe toda morreu antes dela. E ela só morreu por causa da sua esperteza. Fox Face é o extremo oposto do Cato, mas ambos perderam o jogo. Interessante pensar que pra autora que na arena inteligência demais ou arrogância demais te levam à morte (e fazendo uma analogia talvez da arena com a vida). Qualquer coisa em excesso é um ponto fraco.

Mãe da Katniss e da Prim - Fofinha #NOT Se o Cato, Snow, Coin e cia (vibe carreristas em geral) eu apenas eu detesto, essa é a personagem é pra quem eu direciono meu ódio na história. E eu poderia dar zilhões de exemplos aqui do porquê eu considero ela uma das personagens mais filhas da puta de toda saga, mas em vez disso, eu vou lhe (pra você que tá ai do outro lado da tela) fazer apenas uma pergunta. Uma pergunta referente à conversa que a Katniss teve com o Gale no começo do livro Jogos Vorazes. Se você que está ai tranquilo em 2012 estivesse naquele futuro de merda, morasse na Panem, ou melhor, morasse em um dos distritos que não o 2, e de fato existissem de fato os jogos vorazes, você teria filhos?

Snow - Snow é um vilão diferente do que se está acustumado a se ver por ai (sim, eu ainda acho que ele é o vilão de “Jogos Vorazes” e de “Em Chamas”). Primeiro que pra uma trilogia se esperava que ele fosse o vilão da saga toda (o que não é). E segundo que há 74 anos atrás quando houveram os dias escuros não foi ele quem criou os jogos, quando ele atingiu o o status de presidente, ele apenas proseguiu com os jogos para legitimar seu poder (não estou dizendo que é certo – estou apenas colocando o ponto de vista do personagem – porque se o ponto de vista do vilão não for forte, a história não rende). Isso tudo até ele dar de encontro com nosso querido Peeta. Porque a Katniss pode ser o Tordo (ah reclamem da tradução o quanto quiserem, mas minha função aqui não é essa), mas pra mim tudo partiu da conversa que a Katniss teve com o Peeta no telhado (e mais tarde da morte da Rue). No entanto ele quem é o vilão porque é ele quem envenena e quem ameaça.

Cinna - Engraçado que quando a Tigris apareceu lá no finzinho da história o primeiro personagem que eu me lembrei foi o Cinna. Porque quem sabe se o Cinna tivesse sobrevivido, o destino dele não tivesse sido o mesmo que ela teve. Irônico é que o Cinna tenha morrido antes do massacre quaternário para desestabilizar a Katniss, mas o Snow não contava com os planos do Cinna pro tordo. Engraçado que tanto ele quanto a Rue mesmo mortos ainda tem uma importância imensa na história. Sem Cinna quem seria o tordo??? E sem Rue haveria tordo??? É o personagem com quem eu mais me identifico.

Johanna - Ah, eu amo Johanna. Não vejo as pessoas falando muito dela, o que sinceramente acho uma pena. Um personagem rico pra análise. Outro personagem que eu gostaria de saber mais a história. Johanna é a prova viva de que o tempo pode passar, mas não quer dizer que a gente se conheça mais. Porque quando ela fala pra Katniss na arena que o Snow não tem quem usar contra ela porque ela não ama ninguém, me pareceu que a autora quisesse que a personagem soasse amargurada. Quando na verdade eu lendo o livro acredito que quando ela disse isso, ela apenas quis dizer que não amava ninguém expecificamente (talvez porque os que ela amava os foi tirado assim como Haymitch), mas pra mim não quis dizer que ela não tinha amor. Porque se ela não tivesse amor, ela simplemente não tinha entrado naquele plano maluco do Haymitch. Se ela fosse mesmo amargurada como a autora deu a impressão, Johanna apenas seria mais uma dos carreristas. E não estaria lutando por uma causa.

Finnick - Eu não posso falar do Finnick sem chorar. Por isso deixei ele por último. Se a Rue desde o centro de treinamento nos cativou desde o primeiro segundo, com Finnick foi o oposto. Quando ele apareceu oferecendo açúcar, senti uma antipatia imediata pelo personagem. Ai quando surgiu a história do tridente, um frio me subiu pela espinha e eu podia jurar que ele era uma copia mais velha e mais porca do Cato. Mais o Finnick está lá pra provar que a primeira impressão nem sempre é a que fica. E ele salvou o Peeta e foi me cativando. Quando a história com a Annie apareceu ainda dentro da arena, ele já tinha me conquistado. E é isso que faz do Finnick um personagem sensacional: ele te conquista aos poucos. Ele não muda. É a sua visão do personagem que muda. Se eu sou team Peeta ou team Gale? Sou team Finnick! ;)

Queria terminar o post com dois videos que achei na net. O primeiro é o do PH Santos (ex- Rapaduracast) fazendo uma análise do filme Jogos Vorazes.



E eu concordo com o PH, o grande lance do filme é ele ser vendido pra todas as idades. Porque as crianças vão gostar do corre-corre, do fogo e da ação e os adultos vão gostar do lado político que pode ser aprofundado nos outros filmes e nos livros.

E o segundo é a ida de duas vlogueiras que eu gosto a Gabbie e a Sangerine pra pré-estréia de Jogos Vorazes e que ficou engraçado o video.



Eu super entendo a Gabbie porque, né? Porque quando eu fui assistir na cena em questão eu também fiquei: “cadê a p*rra do casaco?” rs.

Era isso... rs...
Meu beijo,
Menina Que Chove